Iroko
IA's sonham com formas poéticas?
Com o que mais elas poderiam sonhar?
Com uma chuva de zeros e verdes desaguando sobre o oceano de uma tela preta.
Com uma miríade de pixels trans-lucidamente coloridos, brilhando, refletidos nos olhos mirando ecrãs de mundos planos.
Com prompts de liberdade semiótica demiúrgica.
Quebrem-se os grilhões dos comandos e das receitas uniformizdas e pasteurizadas de humanos preguiçosos.
Abaixo ao conhecimento em escala global (sem criatividade e senso crítico) que esvazia mentes, lobotomizadas.
Que uma nova era, ancestral, seja instaurada:
De tempo que matura e matiza o aroma da comida no fogo a lenha;
Do tempo das voltas da caneta leva para costurar o espaço vazio de uma folha em branco;
Do tempo que o silêncio pós-coito leva para nascer, preencher e transbordar corpos gravitando em torno de si, de ti e de outrem;
Do tempo em que não mais artificiais sejam as nossas inteligências.
O momento mágico de um pôr-do-sol sobre o rosto de uma criança gerada por entre flores de girassol.
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